ARTE SACRA

Maio 2, 2008

«A freguesia de Mouraz possui hoje um espólio de bens culturais de valor considerável que deve ser defendido, preservado e divulgado, merecendo uma maior atenção, quer por parte dos poderes públicos, quer dos habitantes locais e dos visitantes».  (In “Mouraz História e Memórias”, António F. Dias de Almeida)    

                                      

ALTARES

Maio 2, 2008

                    

 

«A igreja matriz de Mouraz possui no seu interior um altar-mor em talha dourada, de início do século XVIII, evidenciando pormenores de arte barroca de grande requinte, na base do qual se encontra uma laje de pedra em relevo, com brasão esculpido, que integra o túmulo do fidalgo cavaleiro do Carvalhal, Bernardo Lobo de Abranches Osório do Amaral, falecido em finais do mesmo século. Do lado direito do altar encontra-se uma estátua de S. Sebastião e, do lado esquerdo, uma outra de S. Pedro que remonta a finais do século XVIII».   (In “Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida)

 

ADIÇA

Maio 1, 2008

   

ADIÇA

«…Também em relação a este topónimo – Adiça - ainda existia grande indefinição em meados do século XIX. Em autos de conciliação elaborados no período 1841-1854 pelos escrivães do Juízo de Paz do Districto de Mouraz, Francisco António de Souza e Honório Viriato da Costa, encontram-se as designações “Póvoa da Diça”, “Povoa da Dissa” e “Póvoa da Adisça”».  (In Mouraz, História e Memórias, António F. Dias de Almeida)

ALMAS

Maio 1, 2008

           ALMAS 

«A importância que o culto aos mortos sempre teve na vida religiosa local é testemunhada pelas almas (ou alminhas) existentes em todas as povoações da freguesia, e pela persistência de práticas muito antigas de divulgação da informação fúnebre. (…)No caminho da Cerejeda para a Gândara, um pouco antes do encontro deste com os caminhos do Vale do Calvário e da Costa, encontra-se um padrão em granito a que o povo atribui o nome de almas, ou alminhas, e que terá sido ali implantado em honra das almas do Purgatório. É constituído por um oratório pouco profundo, delimitado por duas cercaduras em alto relevo e encimado por uma cruz esculpida. No oratório eram outrora colocados painéis pintados representando as almas a arder nas labaredas do Purgatório para que os caminhantes se lembrassem de rezar pela sua salvação».  (in “Mouraz – História e Memórias”, António F. Dias de Almeida).

         

C

Abril 17, 2008

                     

Graças à rainha Mariana Victória, esposa de D. José I, a Casa Real do Carvalhal passou a ser habitada e administrada, a partir de 2 de Maio de 1761, pelo fidalgo Bernardo Lobo de Abranches Osório do Amaral, cavaleiro natural e residente na “Villa do Carvalhal”.

 

«A Câmara Municipal encontrava-se sedeada num grande edifício que ainda hoje existe no Carvalhal, na actual Rua da Costeirinha. Era uma construção em granito, apresentando portas e janelas flanqueadas por pedra artisticamente trabalhada e uma ampla e vistosa escadaria de acesso. Além de sede dos Paços do Concelho de Mouraz, aquele edifício albergava os serviços de Finanças e o Tribunal Ordinário e de Órfãos».

  

(In “Mouraz- História e Memórias“, António F. Dias de Almeida)

 

CAPELAS

Abril 17, 2008

                                 

 

 

 

 

 

«A capela de S. João, localizada no largo do mesmo nome, é um monumento de grande simplicidade arquitectónica, apresentando por cima do portal principal uma janela lobulada e, no topo da empena, uma cruz em granito. Lateralmente situam-se as escadas de acesso ao coro e, sobranceiro a elas, um pequeno campanário com sineta. No seu interior encontra-se o antigo altar em talha dourada sobre fundo branco, com a imagem de S. João ao centro e lateralmente as de S. Sebastião e Santa Luzia, sendo esta uma peça de grande valor, quer pela sua antiguidade, quer por ser toda esculpida em pedra». 

 

«Em Saldonas, a capela de S. Roque fica do lado direito da rua principal, à saída da parte antiga da povoação, no sentido da Ermida. Esta capela, ao contrário das restantes capelas da freguesia, não se encontra implantada no largo principal da povoação, aparecendo antes misturada com o casario local. No altar sobressai a imagem de S. Roque e numa das paredes laterais a de Nossa Senhora das Candeias».

 

«(…) No Couço, a capela de Santo António, implantada no largo do mesmo nome, apresenta-se enquadrada de forma perfeita num conjunto constituído por casas de habitação, muretas e escadas que procuram compensar o desnível do terreiro. A sua fachada principal é simétrica apresentando ao centro um portal com a parte cimeira ligeiramente arredondada e uma esguia janela de vão recto, envidraçada. Do lado direito ostenta um belo campanário com um arco pleno, todo em pedra esculpida, albergando o sino. Ainda no mesmo lado existe um portal secundário com degraus de acesso e balcão. No interior pode ver-se o altar-mor, em talha dourada do século VII, em que os motivos decorativos predominantes são parras, cachos de uvas e desenhos de aves. »

 

«A falta de um local de culto religioso na povoação da Adiça levou a população local a assinalar a mudança de milénio com a edificação da Capelinha de S. José Operário. Trata-se de um pequeno monumento com a frente toda envidraçada, apresentando dois degraus de acesso em toda a largura, uma cobertura em telha e uma empena com a inscrição “ Ano Jubilar – 2000. No interior é bem visível um pequeno altar com alguns elementos em talha dourada e, em fundo, uma imagem de S. José Operário».

  (In “Mouraz, História e Memórias“, António F. Dias de Almeida)

ESTAÇÃO

Abril 17, 2008

    

                  

«…Durante os anos de 1886 a 1890, os habitantes de Mouraz, do Carvalhal e do Couço, sobretudo os que cultivavam os terrenos da zona oriental da freguesia, assistiram ao rasgar dos taludes em trincheiras profundas, ao assentamento dos carris e à construção da estação no lugar do Soito e do aqueduto do Vale da Nacomba.» 

«…A linha entrou em funcionamento no dia 25 de Novembro de 1890. A Junta da Paróquia da freguesia de Mouraz era, então, presidida por José Paes, tendo como vogais Serafim Ferreira e Luís Ferreira, e como secretário Francisco Cardoso.»

 

«(…)Após o 25 de Abril de 1974 houve uma alteração na política governamental de transportes para a região, passando a freguesia a ser servida por transportes públicos rodoviários ao mesmo tempo que, contra a vontade popular, era desactivada a via ferroviária, a estação era votada ao abandono e a linha acabaria por ser desmantelada em finais da década de noventa.»  

 

(In “Mouraz, História e Memórias“, António F. Dias de Almeida)
 

F

Abril 17, 2008

” I’ll see you in my dreams ” , o primeiro filme de terror português, produzido por Filipe Melo e realizado por Miguel Ángel Vivas, foi filmado em Mouraz durante o Inverno de 2003.  A maioria das filmagens decorreram em palheiras e casebres abandonados junto à Estação, no Vale do Galego, na Moita (Carvalhal) e em Saldonas (Largo de S. Roque), contando com interpretações de actores conhecidos: Sofia Aparício, João Didelet, Rui Unas, Adelino Tavares, São José Correia e Manuel João Vieira.   ” I’ll see you in my dreams ” venceu diversos prémios, entre os quais o Grande Prémio (curtas) do Fantasporto 2004 e o Prémio Méliès de ouro de Amesterdão.

  

Em Mouraz, inexplicavelmente assolada pela praga dos zombies, Lucio, um honesto trabalhador, é o único capaz de lhes fazer frente. Porém, tem problemas conjugais. Na cave da sua casa, esconde Ana, sua adorada mulher, agora transformada num horrendo demónio de comportamento violento. Esta situação é temporariamente esquecida no bar local, onde os estranhos habitantes de Mouraz se refugiam. É aqui que, numa noite, Lucio redescobre o amor junto de Nancy, mas a relação é ameaçada pelas estranhas criaturas e pelos ciúmes mortais da sua esposa. Poderá Lucio acabar com todos os seus problemas à força da pistola e da catana?

  

«Esta parte oriental da freguesia, de terreno muito acidentado, é atravessada pelo rio e pela linha do comboio, apresentando condições ímpares para a realização de passeios pedestres, equestres ou de bicicleta. Ao longo da plataforma da antiga via férrea vão-se enxergando os meandros do rio Dinha, diversos regos e riachos cruzando os vales ribeirinhos cobertos de milho e de pastos, podendo apreciar-se as ruínas dos moinhos de água e da velha “casa da guarda”, os diversos casebres e palheiras abandonados, bem como a flora que se estende pelas encostas a partir da zona ribeirinha. Foi este cenário natural, de beleza rara, onde a natureza é soberana e o passado está presente, que Filipe Melo, jovem pianista e produtor de cinema com raízes em Mouraz (neto do Almirante António Júlio Malheiro do Vale), elegeu para realizar, no Inverno de 2003, as filmagens de “I’ll See You In My Dreams”, a curta-metragem que ficou na história do cinema como o primeiro filme português de terror.» 

 

(InMouraz- História e Memórias, António Fernando Dias de Almeida)

I

Abril 15, 2008

   

IGREJA MATRIZ DE MOURAZ

«Depois de ter sofrido os efeitos de diversos abalos sísmicos ao longo do século XVI (1504, 1531, 1575 e 1587), a Igreja de S. Pedro viria a ser destruída por um violento tremor de terra no dia 27 de Setembro de 1597. (…)As sucessivas reconstruções e ampliações a que foi sujeita a Igreja Matriz ao longo dos séculos, em virtude da degradação natural e de danos provocados por terramotos, transformaram-na por completo, afastando-a do estilo românico a que obedecia a sua arquitectura original».

(in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. D. Almeida).

J

Abril 15, 2008

JUNTA DE FREGUESIA DE MOURAZ

A sede da Junta de Freguesia encontra-se localizada na Rua Pedra Cavaleira, nº 196, na entrada oeste da povoação de Mouraz, sendo, actualmente (2008), a Junta constituída por Constantino dos Santos Lopes Rodrigues (presidente), Elvino Dias da Mota (secretário) e Aristides do Vale Martins (tesoureiro).   

L

Abril 15, 2008
         

LAGARES DE MOURAZ

«À beira do ribeiro que atravessa a freguesia, funcionaram, até aos anos quarenta do século passado, dois lagares de azeite movidos a energia hidráulica: o Lagar do Ricardo e o Lagar da Casa dos Lobos, ambos na margem direita do ribeiro, sendo o primeiro localizado no Carvalhal, com um caminho de acesso à Ladeira da Costeirinha, e o segundo na Tapada, a cerca de 400 metros a jusante da ponte que liga Mouraz e Carvalhal.
(…) O lagar tornou-se um importante local de convívio entre os seus trabalhadores, os habitantes da freguesia e os forasteiros que ali vinham fazer o seu azeite. O “molhar a sopa” no azeite ainda quente, as batatas com bacalhau assado na fornalha e o próprio calor das caldeiras ajudavam a passar as longas noites frias de Janeiro…»
 
In “Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida

M

Abril 15, 2008

        MOINHOS

«No início do século passado ainda existiam no Carvalhal, à beira do ribeiro, dois moinhos pertencentes a uma família local cuja partilha aparece estabelecida pelo Juiz de Paz de Mouraz num auto datado 31 de Agosto de 1901».

 

In “Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida

Abril 15, 2008

MOURAZ, HISTÓRIA E MEMÓRIAS

O livro “Mouraz, História e Memórias”, da autoria de António F. Dias de Almeida, natural do Carvalhal de Mouraz, foi o vencedor do Prémio Aurélio Soares Calçada. Em “Mouraz, História e Memórias” são apresentadas centenas de páginas e dezenas de documentos históricos inéditos, mapas, estatísticas, gráficos e imagens fotográficas.

Mouraz, História e Memórias” pode ser  adquirido nas Associações/Clubes de Mouraz e do Couço, e no estabelecimento Kate-Kero, na Adiça. As receitas revertem integralmente para a Irmandade de Nossa Senhora da Esperança.

 

 

N

Abril 15, 2008

    

NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA, em Mouraz

«No dia 5 de Agosto de cada ano realiza-se a festa em honra de Nossa Senhora da Esperança que tem duas componentes; uma religiosa, da parte da manhã, com procissão seguida de missa solene, e outra de carácter cultural e de entretenimento durante a tarde. A procissão parte, a meio da manhã, da igreja matriz de Mouraz efectuando o percurso até à capela de Nossa Senhora da Esperança situada no monte do mesmo nome, antigo Monte Mouraz. Nela participam inúmeros fiéis oriundos das diferentes povoações da freguesia e do concelho, de concelhos vizinhos e mesmo de pontos mais longínquos do país. Tomam, igualmente, parte na procissão a Irmandade, os andores da Nossa Senhora da Esperança e dos Santos Padroeiros das localidades da freguesia e uma banda que ao longo do percurso marca a cadência da marcha».

  

In “Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida

 

P

Abril 15, 2008

  

PÓVOAS

«Em autos de conciliação elaborados no período 1841-1854 pelos escrivães do Juízo de Paz do Distrito de Mouraz, Francisco António de Souza e Honório Viriato da Costa, encontram-se as designações “Póvoa da Diça”, “Povoa da Dissa” e “Póvoa da Adisça”. O topónimo Póvoa deriva do termo latino “popula”, sendo uma designação atribuída a terras cedidas a um grupo de colonos para nelas habitarem, apontando, pois, para uma época medieva já muito adiantada».
In “Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida

T

Abril 15, 2008

         

TURISMO EM MOURAZ

 

«Em finais da década de oitenta nasceu o empreendimento de agro-turismo da Quinta do Vale Minhoto, nas proximidades da Adiça e de Saldonas que, além de alojamento e de serviço de restaurante, oferecia aos seus clientes actividades de lazer, entre as quais visitas guiadas pelas aldeias da freguesia, dando assim a conhecer o património cultural de Mouraz».

 In “Mouraz, História e Memórias”, António D. Almeida

 

 

Actualmente existe no Carvalhal de Mouraz a CASA DA CÂMARA, uma unidade de turismo rural que oferece aos seus hóspedes condições de conforto ímpares: quartos, serviço de refeições, jardim, piscina, estacionamento, Internet, biblioteca, TV satélite, lareira, barbecue e acessos para pessoas com incapacidades motoras.

Também os praticantes de campismo têm ao seu dispor o Parque de Campismo Santo António, situado na entrada norte da povoação do Couço de Mouraz.

 

 

V

Abril 15, 2008

                                     

                                   

 VINHAS E VINHOS DE MOURAZ

 

 

«Na primeira metade do século passado a cultura da vinha constituía já a principal fonte de rendimento dos lavradores, sendo também aquela que exigia maiores cuidados e trabalhos ao longo de quase todo o ano. Até à vindima, que decorria em fins de Setembro e princípios de Outubro, era preciso podar, empar (suster e prender as videiras e as vides com varas e estacas de pau e de cana), espoldrar (retirar os rebentos prejudiciais à videira), sulfatar, enxofrar, redrar (cavar a vinha no Verão), para além dos trabalhos de plantação e manutenção dos bacelos, recolha e transporte das uvas, e de fabrico e armazenamento do vinho.»

   

(In “Mouraz História e Memórias“, António F. Dias de Almeida)

P

Abril 14, 2008

   Pelourinho do Carvalhal de Mouraz 

«Existia igualmente um pelourinho em granito, erigido como símbolo da autonomia municipal de Mouraz, junto ao qual eram executadas as sentenças penais. Os criminosos que enganassem nos pesos, nas medidas, nas taxas ou nos preços fixados administrativamente, ou que cometessem crimes de outra natureza, eram expostos e amarrados pelo pescoço com uma corrente e uma pescoceira de ferro e açoitados em público por um homem contratado e pago pelo próprio município».

 (in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. Dias de Almeida).

             

 Ponte sobre o Rio Dinha, em Mouraz

 

 «(…)Seguindo a estrada de Mouraz para Ferreirós, a partir da Azinhaga, passa-se no sítio do Soito, onde permanece a velha estação do comboio, já em ruínas, e, um pouco mais adiante, no Vale de na Comba, a ponte sobre o Rio Dinha. É uma ponte toda em pedra, com um tabuleiro protegido por guardas baixas, assente em dois arcos abatidos e com um olhal em cada uma das extremidades».

 (in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. Dias de Almeida).

 

 

  

Páscoa em Mouraz

«Em Mouraz a Páscoa era celebrada, tal como actualmente, com a realização da missa na parte da manhã e a visita pascal da parte da tarde. Na primeira metade do século passado, com a economia monetária ainda pouco desenvolvida, o folar concedido ao pároco durante a visita raramente era em dinheiro; muitos paroquianos ofereciam ovos, azeite, um animal de criação ou mesmo um pacote de açúcar».    

 (in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. Dias de Almeida).

S

Abril 14, 2008

 

 

 

 

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA, EM MOURAZ

 

   

«A partir 1846 passaram a ser rogados, em cada ano, 4 cantores para a festa de Nossa Senhora da Esperança, realizada no dia 5 de Agosto, e após 1852 passaram a ser contratados entre três e cinco músicos, a quem a Irmandade pagava 800 reis por músico. Só a partir de 1873 passou a ser usual a contratação de bandas de música, sendo as mais assíduas, naquela época, a Música de Nandufe e a Filarmónica do Couço ».

 

   (in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. Dias de Almeida).

 

 

SALDONAS E A QUINTA DO VALE MINHOTO

 

Em Saldonas viveram Inocêncio Alexandre da Fonseca e Manuel de Moura, dois mestres pintores famosos que em 1780 participaram na construção da Igreja Matriz de S. João de Areias.
Na Quinta do Vale Minhoto, em Saldonas, também residiu Francisco d’ Almeida que em 1872 e 1873 foi juiz principal do “Juizo de Paz do Districto de Mouraz”.
 (in “MOURAZ-HISTÓRIA E MEMÓRIAS“, António F. Dias de Almeida).

 

NOTA: 

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